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Democracia e fascismo na visão Espírita

A democracia e o fascismo segundo mensagem enviada pelo espírito do ex-Comandante Edgard Armond

Democracia e fascismo na visão Espírita

Pelo Espírito do ex-Comandante Edgard Armond

 

O espírito humano é livre. Deus o criou livre. E livre o espírito humano será para todo o sempre. Este é o princípio do livre arbítrio. Desde os tempos imemoriais, a Terra vem se consolidando como um mundo transitório de renascença, de provas, expiações, missões evangélicas e ascensões. Um dia, a Terra será o exemplo das transformações espirituais. Mundos em ascensão terão a Terra como exemplo de ideal a ser seguido. E suas histórias serão contadas como exemplos de superação até o advento da paz. Porque os planos de Deus para a Terra já foram traçados.

Há muitos mundos habitados pelos espíritos idealistas por todo o Universo por Deus criado. E há, nestes mundos, toda a sorte de governos, de todos os tipos, categorias, diversidades, composições e mandos. Mas nenhum mundo há de se afirmar melhor ou pior porque tomaram para si a decisão da escolha por este ou aquele tipo de governo.

Os mundos governados por reis são os mundos de mandos e desmandos, porque nenhum deles por mais que tentem mimetizar a Glória do Pai chegam próximos ao Reino de Deus. Alguns pensam que os céus são governados por um monarca; precisam compreender melhor que só há um verdadeiro rei quando há um verdadeiro governo do povo.

Os mundos colonizados passam por pressões de mudanças de todas as formas, seus habitantes são forçados aos ventos das suas transformações sociais. Já os mundos colonizados sofrem o sofrimento de um dia terem sido os colonizadores. É que os colonizadores tem sempre de volta o retorno de suas ações. Os mundos governados por conselhos, só por exemplo, são civilizados; divergem das ideias, mas se aproximam do ideal de progresso humano.

Os melhores governos, no entanto, são aqueles que promulgam a paz. E o melhor governante é aquele que governa com amor.

Os mundos e a regiões de governos chamados assim democráticos são o mais próximos, se soubessem, que estariam, entre o limiar da barbárie, mas, ao mesmo tempo, próximos do ideal da civilidade. Tudo depende de qual caminho queremos percorrer enquanto sociedade. Ocorre que, nos mundos de governos democráticos, os espíritos todos se unem, e se juntam, se aglomeram, e se confundem. Todos falam a mesma língua, mas, ao mesmo tempo, poucos se entendem também.

Onde estou, por exemplo, no Complexo de Hospitais de Passagem da Irmandade da Luz, temos um modelo de liderança, que é uma proposta natural do trabalho que empenhamos na busca pelo consolo por nossos irmãos enfermos. Mas não posso dizer que serviria para toda uma sociedade inteira; posto que, para estas, um governo democraticamente enviesado ainda me parece ser um caminho para os mundos em transformações.

E este é o caso do que ocorre com o Brasil, atualmente. Do ponto de vista da cristandade, ainda o que prevalece é o exemplo de amor ao próximo. Mas em termos cármicos, temos a impressão de uma ineficácia dos mundos governados por sistemas democráticos, porque é um lugar onde todos tem voz. Mas como podem, dizem, os bandidos, os conspiradores, os ladrões, os marginais, os banqueiros, e seus corruptos, fazerem parte de um regime político num mundo onde você se sente o único cidadão de bem?

A resposta já foi dada por Alan Kardec, por meio do Espírito da Verdade, no cânone Espírita. Temos que reler e estudar o evangelho à luz do Consolador neste momento de evidente opressão. Somos todos ou seremos, um dia, um cidadão de bem. E esta máxima, platônica, se aplica a qualquer tipo de sistema de governo em qualquer mundo habilitado por espíritos, porque toda existência é política quando se renasce em um mundo que se espelha pelas visões sociais elucidadas por Platão. Não haveria paz nos céus, nas várias casas das moradas do Pai, se lá não houvesse espíritos que foram, durante toda a formação dos mundos, se regenerando, um a um, e passando, e vivenciando todas as formas de governo.

Portanto, nenhum cidadão que se considera de bem está acima de nenhum irmão semelhante a conviver com ele no mesmo espaço de um mundo em expiação. Dá pra se sentir melhor que o outro? É possível, mas espíritos comuns, em terras comuns, convivem como o joio e o trigo da semeadura.

Nenhum espírito pode ser bom ou mal, a vivenciar os mundos de regeneração, se não for um bom espírito de bem, em qualquer regime ou sistema político mundano. E não nos dizemos de bem; somos reconhecidos pelos que somos semelhantes como tal. Todos nós já fomos, em outras vidas, em outras encarnações, em outras eras, contra ou a favor deste ou daquele regime político vigente. Quantos de nós se viu publicamente em favor de nenhum rei esnobe, de nenhum xeique vil, de nenhum lama, cacique ou chefe de Estado corrupto, imoral ou maledicente; se não pelo viés do medo? Mas muitos de nós já até fomos condizentes com eles. Muitos de nós já convivemos, ora por conveniência, ora por indecisão, com aqueles que achamos os corruptos. Se aqui estamos, é porque um dia corruptos fomos.

Não devemos, portanto, achar que a corrupção do outro se difere quando corruptamos nossas próprias existências. Ora difamando nossos irmão, ora os relegando ao escárnio da dúvida. Mas afirmo, nenhum cristão pode se munir de pedras, porque o Mestre nos ensinou que é mais fácil soltar a pedra à sola do pé do que atirar no outro a incerteza de seus próprios pescados.

Nós, os iluministas, nós os bondosos, nós os espíritas, nós os cristãos, não devemos julgar o nosso próprio irmão, menos quando temos a capacidade de voltar os nossos olhos para o passado e ver que fomos um dia aquilo que hoje não compactuamos.

Se todos pudéssemos desvendar o véu de nossas vivências, teríamos vergonha o bastante para não apontar o dedo para este ou aquele a quem não negamos os fatos. O fato de haver em todos os sistemas de governos dos mundos habitados espíritos bons e maus, não quer dizer que os seus regimes não lhes sirvam como base de sustentação de uma sociedade harmoniosa. Para haver uma sociedade harmoniosa é necessário haver as expirações da paz.

A melhor política ainda é a política da paz. O nosso planeta, a Terra, é habitado não só por uma vasta imensidão de espíritos advindos de centenas, se não milhares de culturas distintas, desde aquelas do Oriente, o nascente, ao Ocidente e seus novos mas velhos mundos espirituais. E todas às vezes que espíritos foram migrados de regiões a regiões para ali se regenerarem, muitos pensaram haver superioridade sobre seus semelhantes.

Relemos, então, o evangelho à luz do Consolador, irmãos. Não somos melhores que nossos semelhantes, nem por meio biológico, nem por meios quaisquer, quem dirá por via da política. Aquele se vê acima dos demais, é somente porque Deus lhe deu a capacidade de se enxergar a si próprio, enquanto que alguns se comprazem de se ver para no outro o seu próprio erro.

Todos fomos por Deus criado; e nossas aspirações políticas são o reflexo dos nossos sonhos de paz. Mesmo o mais atentos dos ateus que se configura em sua ciência vertiginosa. A maioria dos mundos habitados passa por transformações políticas que ajudam na depuração das almas. E nenhum regime político é melhor ou pior perante o Reino de Deus. No Reino de Deus, não o progressismo ou o idealismo, ou a esquerda ou a direta, ou qualquer mérito partidário deste ou daquele líder. Nos mundos regenerados, onde habita a paz, os espíritos aprenderam que a melhor forma de governo é o respeito. A melhor forma de união familiar é por meio do amor. Nós somos o resultado daquilo que cultivamos em casa.

Mas não há o amor onde há a indiferença. Envergonhe-me de mim próprio quando encarnado não enxergava o quanto era dolorido não perceber o mal que nos trazia o racismo, de exemplo, e todos os outros extravios de conduta que eu mesmo tentava ocultar de meus próprios olhos à vista. E que hoje está para mim claro que não há mais rumores do fascismo do que o mal que ele representa aos mundos em ascensão.

Sejamos os defensores da paz, irmãos. Não sejamos condizentes com os que pregam as guerras, as armas, a violência, o desajuste. Sejamos bondosos como o Jesus nos ensinou. Não sejamos como aqueles que apontam para os que erram a arma da iniquidade. Sejamos, portanto, exemplo para o bem. Sejamos luz.

Nós, no Brasil particularmente, já vivenciamos a Monarquia, que nos trouxe o início de uma nova história mas que, antes da chegada dos espíritos colonizadores, migrados da Europa particularmente, mas expostos à diáspora negra, que fora escravizada; nossos espíritos aqui, antes da chegada dos bandeirantes, fomos os mesmos filhos de Deus plantados pela semente dos nossos antepassados indígenas.

Precisamos compreender melhor as partes para compreender melhor o todo. Os índios aqui vieram e aqui se popularam e aqui viveram a ascensão de suas almas tanto quanto o negro da África mãe. E de lá viemos e nos misturamos como almas; e com uns e os outros aprendemos nos erros e nos acertos.

Somos, portanto, iguais peranto o Todo. Há centenas de revoluções sociais historicamente registradas nos livros e para cada uma dela um líder morreu, um herói venceu, um inimigo foi vencido. Mas todas as histórias pelas quais passamos foi o advento da conquista do respeito. Todos os hérois, fossem eles ou não fossem os heróis, se tornaram porque buscaram a paz. Foi o início da regeneração de milhares de almas que iriam compor o projeto da Pátria do Evangelho.

Estamos neste caminho. Não pensem que são melhores um dos outros porque defendem esta ou aquela oligarquia. Prestem mais atenção no irmão que está ao seu lado e aprenda a respeitá-lo, se ainda não teve força o suficiente, para não dizer tempo de progressão, para perdoá-lo. E eu não me refiro àqueles que já o fazem por natureza, refiro-me em particular aos que se sentindo um espírita esclarecido, se esquece de ser um cristão revivido.

Todos nós, da Pátria Espiritual, estamos aguardando o amor de vossos corações. E não estamos interessados em suas crises políticas, como se estivéssemos interessados em suas tendências materiais de supor que pode apontar o dedo para o seu próximo e dizer a ele o que deve ser ou não feito. E não somos nós quem iremos dizer. Nós temos interesses em vossas concórdias, em vossas verdades, em vossas essências.

Eu mesmo guardo em minha memória que nos meus tempos de militância política eu nunca levantei a arma para nenhum de meus irmãos vivos. E guardo comigo em memória a paz e a satisfação, a sanidade mental, de todos os dias vestir o meu uniforme militar, impecavelmente limpo e gomado; e, por muitas vezes, guardei a arma junto ao meu corpo na esperança de que nunca fosse usada.

Não usar a arma foi o acordo que fiz com a Espiritualidade Maior antes de renascer. E quando voltei a Pátria Espiritual crente de que havia feito de tudo pela pavimentação da Pátria do Evangelho no Brasil me dei conta de minha missão havia sido cumprida neste sentido. Enquanto que, em minha pequena, mas existente vaidade, eu acreditava ter feito um bom trabalho junto a emancipação do cristianismo vivo no Brasil por meio do trabalho que alguns de vocês conhecem; mas quando voltei ao espírito me dei conta que de a minha missão era uma só, nunca empunhar a minha arma a nenhum dos meus irmãos brasileiros.

E assim foi até o dia em que, já desencarnado, se aproxima de mim aquele que me acompanhou desde os caminhos da Índia, o Mestre Razin, e que me trouxe, passando pela Europa; e nas caminhadas junto ao escotismo feudal, até às portas de Jerusalém; ali estava eu crente de que era o sábio; mas fui corrigido por meu mentor que apenas me disse:

― Parabéns, sua missão, nesta vida, segundo o acordo, de nunca empunhar a arma para um irmão contrário aos seus ideais políticos, fora vencida.

Ali eu sentei e chorei. Ali eu vi que mais importante do que qualquer viés político, seja civil ou militar, fora imposto a mim, para que eu aprendesse que a paz é o único caminho que nos leva a Deus.

Portanto, meus queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Nenhum de nós é melhor de que qualquer dos que estão nos caminhos que decidimos trilhar. Nós os cristãos, que regemos e que ensinamos a cartilha proscrita por Alan Kardec, não devemos infringir aos nossos semelhantes e impor a eles qualquer decisão política que não seja pelo caminho da fraternidade.

A democracia ainda é o melhor caminho para o diálogo. A democracia ainda é o melhor caminho para o entendimento. A democracia ainda é o melhor caminho para o perdão; para a benemerência, a ilicitude; para a coerência, a cristandade.

Não apontem, meus queridos irmãos, as armas contra os nossos irmãos em Cristo. Não defendam o lácio da lei do "Olho por olho, dente por dente". Não contaminem as conversas com a discórdia, com a maledicência, com as conversas espantosas. Sejamos como a voz de João que clama no deserto. Sejamos o leão manso que fez sono a Daniel na cova dos famintos.

Nenhum governo é melhor que o governo da paz. Nenhum partido é melhor que o unido. Somos todos almas nascentes e morrentes a viver e a morrer, até que possamos compreender que somos todos iguais perante Deus.

Não confundam as línguas. Pelo mentiroso se reconhece a verdade. Não falem em nome de Jesus quando forem cobrar a moeda. Não confundam a religião com a nossa íntima ligação com Deus. Não permita que um irmão negro seja desrespeitado. Não seja maledicente perante nossos irmãos homossexuais. Não sejam condicentes com a opressão que aniquila o livre arbítrio dado por Deus à sua maior criação. Muitos irmãos kardecistas que leram os livros do Mestre Chico Xavier e que amenizaram suas próprias ansiedades com as palavras de Emmanuel parecem ter esquecido que devemos respeitar-nos uns aos outros. Que é o nosso dever evitar inflar a violência, que não devemos deixar recair sobre nós os governos das trevas.

A mim, que a fala mansa, e a amplidão dos cosmos me fez corar todas as vezes que precisamos sair de nosso vulto de paz e adentrar aos sentimentos mais mesquinhos para dizer de por igual, sejamos nobres. Não vamos permitir que mais endividamentos cármicos sejam criados; já estamos no limiar do pagamento de nossas próprias dívidas. Passamos por diversas revoluções desde os dias de Tiradentes; e tivemos, eu próprio incluindo, de empunhar armas em 1932; e me desfiz de minhas fardas dos idos de 1964 para trilhar o caminho da paz.

Eu que já defendi cristãos nas cruzadas, com armas, até o caminho do Templo. E fui eu um templário a derramar sangue perante os que achava os meus inimigos. Eu falo por vivência própria. A paz é o melhor caminho.

Não. A violência, a emancipação da dor por vias políticas, não, este não é o caminho.

A nós os cristãos, os verdadeiros pastores, e nós as ovelhas de Jesus, não podemos aceitar a violência gratuita; não podemos aceitar a ingratidão dos que se julgam governos de Deus; não podemos aceitar viver o materialismo das finanças do soberbo e nem a corrupção do próprio coração.

Do Mestre empresto a ideia de que não devemos julgar. Não devemos apontar o dedo e dizer ao outro aquilo que ele mesmo sabe que é o certo a ser feito. Nós os espíritas kardecistas devemos honrar o nosso compromisso, assumido desde o Iluminismo nascente, de que não devemos compactuar o regresso. Somos os filhos de Deus. Somos luz. E todos nós seremos responsabilizados toda vez que por orgulho, raiva, pretensão, acharmos que somos melhor que nossos semelhantes.

Ao Brasil, nós desejamos, em nome do Governador da Terra, a Paz. A nós, os espíritas, me cubro de reservas por vir a público cobrar de nós mesmos aquilo que deveria ser o óbvio. Mas se o faço é porque a necessidade se fez presente.

A Paz de Deus reina em todos os mundos habitados, porque para Ele a melhor forma de governar é por meio do amor. Em nosso Jesus Cristo, eu me ligo para atentar à estas minhas palavras, pois sei que sou responsável por tudo aquilo que eu falo e digo. À Nossa Senhora, recorro todas às vezes em voz baixa e branda para que nos traga a luz, o discernimento e a compressão.

A todos os que somos cristãos, eu vos despeço-me com humildade. Mas a todos os que se dizem kardecistas, insisto, releiam as palavras do divino mestre à luz das palavras consoladoras e não saiam por aí difamando a revoga em nome de Deus por um viés político quaisquer que não seja o do bem. Tenham a hombridade de não colocar sob suspeita o trabalho da Espiritualidade Maior. Falem por si mesmos. E não usem o nome de Deus em vão.

A verdadeira família, e os bons costumes a eles pretéritos, dependem de nossos bons pensamentos, palavras e ações. Não há alteridade onde o amor se esvala.

Despeço-me, assim, citando as palavras do Mestre Razin, quando a ele me dirigi para redigir permissão para enviar-lhes esta carta por meio de outro amigo: 

"Podemos finalmente sentir o que são fascinantes as egrégoras da paz quando dispersamos a energia do amor!"

 

Irmão Edgard Armond

14 de Outubro de 2018

Complexo de Hospitais de Passagem da Irmandade da Luz

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