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"Diário Íntimo", de Lima Barreto

Lima Barreto por inteiro, nos seus ressentimentos e Idiossincrasias, na sua reconhecida preocupação social, nas farpas e ironias políticas, na vida pessoal infeliz, na preocupação com a situação precária do negro na Primeira República.

"Diário Íntimo", de Lima Barreto

Quando Lima Barreto faleceu, em 1º de novembro de 1922, seus bens pessoais — que se resumiam a uma biblioteca e muitos manuscritos — ficaram sob a guarda de sua irmã, Evangelina, a única da família que compartilhava com o irmão do interesse pela cultura. Numa mudança do bairro de Todos os Santos (onde a família morava na famosa Vila Quilombo) para Inhaúma, os papéis saíram de ordem e quem sabe alguma coisa tenha se perdido.

Nessa condição foram encontrados, mais de 20 anos depois, por Francisco Assis Barbosa, futuro biógrafo do escritor, e organizador da publicação de sua obra completa. A papelada foi comprada pela Biblioteca Nacional em 1949 e encontra-se hoje na Divisão de Manuscritos.

Além da correspondência, contos, artigos e romances, havia um outro grupo de escritos, composto de álbuns de recortes, cadernetas e papéis avulsos, com poesias, contos populares recolhidos de terceiros, notas de um diário, anotações literárias, etc. Esse material estivera para ser publicado em 1926 pelo editor A. J. Pereira da Silva, que desistiu por considerá-lo “cheio de inconveniências”, não sabemos se pelo estado caótico em que se encontravam, ou por estarem ainda vivas muitas das personalidades ridicularizadas.no texto por Lima Barreto.

Essa foi a origem do Diário íntimo (1903 — 1921), segundo o próprio Assis Barbosa, que o organizou, “recuperado página a página de cadernetas de apontamentos e anotações esparsas, às vezes até em tiras soltas, retiradas de calendários e livrinhos de endereços”. Publicado primeiramente em 1953 pela Editora Mérito, saiu três anos depois em versão definitiva e aumentada pela Brasiliense, edição na qual baseamos nosso texto.

Aqui, por não pretender publicação, Lima Barreto se mostra por inteiro, nos seus ressentimentos e idiosincrasias, na sua reconhecida preocupação social, nas farpas e ironias políticas, na vida pessoal infeliz, na preocupação com a situação precária do negro na Primeira República. Há esboços de obras ficcionais nunca terminadas, e notas relativas aos seus romances (Isaías Caminha, Gonzaga de Sá, Policarpo Quaresma, Numa e a ninfa e Clara dos Anjos). Desse último, como adendo, incluimos os três capítulos inéditos da primeira versão inacabada.

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