Você adicionou a sua lista de compras. O que deseja fazer agora?
Continuar Comprando! Fechar Compra!
X

Escreva para mim:

Aguarde, enviando contato!

Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens? — PARTE II

Esta é segunda parte do artigo escrito por Ednei Procópio, sobre Ufologia e Espiritualidade, originalmente publicado pela revista UFO em sua edição 239 (Outubro de 2016)

Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens? — PARTE II

Por Ednei Procópio

CONTINUAÇÃO DA PARTE I

 

A possibilidade da existência de vida fora do planeta Terra sempre foi um tema abordado por muitos filósofos eminentes. Grandes pensadores, como Aristóteles, Lucrécio e até Santo Agostinho, entre tantos outros, levantaram a questão tanto de um ponto de vista científico quanto dialético. É muito difícil, a essa altura, porém, deslocar o tema dos livros de ficção científica e dos filmes de aventura e trazê-lo à realidade. Mas, segundo a astronomia moderna, exoplaneta é um planeta que orbita uma estrela que não seja o nosso Sol e, dessa forma, pertence a um sistema planetário distinto do nosso.

Estudos mais recentes identificam astros com maiores chances de abrigar vida extraterrestre — a teoria que a ciência atualmente defende é a de que, para haver vida nesses exoplanetas, antes chamados de planetas extrassolares, é necessário que um determinado mundo esteja localizado no que passou a ser chamado de “zona habitável”. Isso quer dizer que um determinado exoplaneta não deve estar nem muito perto e nem muito longe de seu sol central. Iremos perceber, mais tarde, que a Doutrina Espírita torna essa regra uma fixação de ideias.

Por exemplo, o que tem mantido a nossa estrela Sol brilhando e aquecida, há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, é a fusão nuclear, em seu centro, do hidrogênio e hélio. O mesmo ocorre com outras estrelas dentro e fora da Via Láctea. E, segundo a ciência, a distância de um determinado exoplaneta em relação à sua principal estrela pode determinar a existência de água na forma de vapor, na forma congelada ou na forma líquida, que permitiria a vida como nós a conhecemos.

Estágios principais

Nesse sentido, define-se como zona habitável, a área em torno de uma estrela que permitiria haver água em estado sólido ou gasoso, mas, principalmente, em estado líquido, devido à temperatura média local naquela região específica. Em nosso Sistema Solar, o planeta Vênus, por exemplo, situa-se em uma região interna, ou seja, mais próxima à nossa estrela. E Marte localiza-se em uma região frígida, longe, portanto, da chamada zona habitável. Esse fator de localização, segundo a teoria científica das zonas habitáveis, não permitiria a ambos os planetas Vênus e Marte a temperatura adequada para a existência ou a permanência de água nesses seus estágios importantes à vida. Ou seja, pode haver água, mas ela seria, digamos, insalubre.

Marte ainda está localizado em uma região de exceção, mas o planeta Terra, no entanto, se levarmos em conta a teoria da zona habitável, estaria localizado em uma região intermediária ou adequada à existência de vida.

Ou Deus posicionou o planeta Terra no lugar certo, ou alocou um tipo de vida humana em um planeta mais adequado.

A ciência tenta estabelecer as regras, mas, fora do censo cósmico que tem identificado milhares possíveis novos exoplanetas, reconhece poucos planetas do tamanho da Terra e até maiores, se é que isso realmente faria alguma diferença, localizados nas regiões consideradas dignas de habitabilidade.

Devemos analisar os exoplanetas com muito critério. A teoria da zona habitável permite uma lógica por trás do suposto caos universal, mas também impõe uma regra biológica que poderia eventualmente engessar toda e qualquer forma de vida fora do nosso conhecimento. De qualquer modo, se pudermos levar em conta a teoria das zonas de habitabilidade, a Teoria dos Exilados de Capela não seria também de toda descartável. Se levarmos em consideração, sem nenhum tipo de preconceito, os escritos trazidos por Allan Kardec, podemos considerar que a vida pode ser possível em muitos mundos no universo. Se a questão é apenas a zona de habitabilidade, o cosmos é gigantesco o bastante para abrigar não só uma, mas milhares de zonas habitáveis. E é com esta certeza que caminhamos rumo ao infinito, em busca da origem de nossas origens.

A Constelação do Cocheiro

Auriga, o Cocheiro, é uma constelação do hemisfério celestial norte. Pelo que consta nos livros, é conhecida desde a Antiguidade. Mas conhecida por quem? Quem a descobriu e como? Pois um tal de Sir Arthur Stanley Eddington, citado lá no texto de Edgard Armond, tendo nascido em 1882, é mais contemporâneo nosso do que nossos ancestrais. Segundo a astronomia clássica, a Constelação de Cocheiro está situada entre Gemini e Perseus, ao norte de Órion. É facilmente reconhecível pelo pentágono que forma com as estrelas Beta, Iota e Teta de Auriga, a intrusa Beta do Touro e a Alfa de Auriga, mais conhecida como Capela.

Como nos trouxe Kardec em O Livro dos Médiuns, “o que são essas esferas concêntricas chamadas céu de fogo, as estrelas, depois que aprendemos não ser o planeta Terra o centro do universo? O nosso próprio Sol nada mais é do que um entre milhões de sóis que brilham no infinito, sendo cada qual o centro de um turbilhão planetário?” É clara a alusão do professor, sem nenhuma novidade, à solução proposta pelo heliocentrismo. O que nos deixaria ainda mais próximos da verdadeira preocupação daqueles que defendiam a tese de a Terra ser o centro do universo — a de que muitos exoplanetas, situados em zonas habitáveis, orbitam obrigatoriamente um sol. Mas o que realmente importa ainda é vermos o que a ciência sabe sobre Capela.

Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens?

Órion está na origem de 9 a cada 10 teorias que explicam a natureza dos discos voadores (Crédito da imagem: Hubble Telescope)

 

Alpha Aurigae, também conhecida como 13 Auriga ou Capela, é a estrela mais brilhante da Constelação de Auriga e a sexta mais brilhante vista no nosso céu. Seu nome advém do latim e quer dizer cabra. Capela é uma gigante amarela com dimensões maiores do que o nosso Sol e com um espectro semelhante a ele. Conforme já constatado, ela é 150 vezes mais brilhante que o nosso astro, porém, com o mesmo tipo espectral. Encontra-se a 44,6 anos luz de distância, algo que Armond também já havia citado. GM Aurigae é uma das principais estrelas da Constelação do Cocheiro. Embora tenha apenas um milhão de anos de idade, pouco se comparada à idade do Sol, é onde, segundo a astronomia, há evidência de formação de planetas. Mas Armond também nos disse algo sobre isso: “Sua cor é amarela, o que demonstra ser um sol em plena juventude”.

Exoplanetas

A estrela HD 49674 foi descoberta somente no ano de 2002. Trata-se de um astro anão de oitava magnitude pertencente também à Constelação de Auriga. Segundo a astronomia, tem massa similar à do Sol e apenas um planeta orbita ao seu redor. Mas, para guardar vida, apenas um planeta não seria o bastante? Quantos planetas temos em nosso próprio Sistema Solar e quantos deles guardam vida? As palavras de Emmanuel, em 1938, nos traziam que “um dos orbes de Capela, (...) guarda muitas afinidades com o globo terrestre”. Se a estrela HD 49674 tem massa similar à do Sol, se o seu único planeta orbital estiver em uma região adequada, na chamada zona habitável, não poderia ser também a única terra natal dos tais capelinos?

O doutor Geoffrey Marcy, professor de astronomia na Universidade de Califórnia, em Berkeley, e o astrônomo Paul Butler, da Instituição de Carnegie, em Washington, e sua equipe, anunciaram, também em 2002, a descoberta de 13 exoplanetas. Naquela ocasião, este achado elevou o número de exoplanetas conhecidos para mais de 90. Na época, é claro — o número só vem aumentando desde então. Só a Agência Espacial Norte-Americana (NASA), por meio de estudos realizados com o uso do telescópio espacial Kepler, lançado em 2009, catalogou algo próximo a 1.000 exoplanetas até o final de 2011. Desde então, as descobertas e catalogação de exoplanetas saiu literalmente do controle. Um deles é o HD 85512 b, descoberto em agosto de 2011 e considerado pela ciência moderna como o mundo com maior possibilidade de ser habitado.

Entre os planetas descobertos em 2002 pela equipe de Marcy e Butler, porém, está um que circula a estrela HD 49674, na Constelação de Auriga, a uma distância de 0.05 anos-luz, ou 1/20 da distância da Terra até o Sol. A ciência ainda não postulou se tal planeta está em uma zona considerada habitável, porque isso muda conforme alguns parâmetros astronômicos; mas quais características físicas já seriam suficientes para influenciar na longevidade dos eventuais seres que ali pudessem viver? A massa do planeta descoberto é aproximadamente 40 vezes a da Terra e 15% a de Júpiter.

Espiritualidade

Como dito anteriormente, a existência do tal planeta só foi confirmada pelos cientistas em 13 de junho de 2002. E o planeta orbita a estrela HD 49674 a cada 4,9 dias. Acredita-se que o planeta HD 49674 b seja quente como Júpiter. Então, vejamos. Em termos gerais, Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, nos diz que “o volume de cada mundo e a distância a que estejam do Sol nenhuma relação necessária guardariam com o grau do seu adiantamento, pois que, do contrário, Vênus deveria ser tida por mais adiantada do que a Terra e Saturno menos do que Júpiter”. E, mais adiante, acrescenta que “muitos espíritos, que na Terra animaram personalidades conhecidas, disseram estar reencarnados em Júpiter, um dos mundos mais próximos da perfeição, e tem causado espanto que, nesse globo tão adiantado, estivessem homens a que a opinião geral aqui não atribuía tanta elevação”.

Não teria esse dado relação com o que disse, anos mais tarde, Emmanuel a Chico Xavier, quando explicou que “outra categoria, composta de seres mais evoluídos e dominantes, que constituíram as levas exiladas de Capela, o belo orbe da constelação, a que já nos referimos, além dos inumeráveis sistemas planetários que formam a portentosa, inconcebível e infinita criação universal?

Será que Deus, em sua ilimitada sabedoria, permitiu que a atmosfera de um exoplaneta, em um dos orbes de Capela que guarda semelhança com a Terra, tenha sofrido uma reviravolta climática sem precedentes para justificar o exílio de toda sorte de um povo?

Mas um cientista um tanto incrédulo sobre a Teoria dos Exilados de Capela nos lembraria de que, se um planeta como a Terra existisse a 150 milhões de quilômetros das duas gigantes amarelas, seria necessária uma atmosfera extremamente densa. Bem, acontece que o tal planeta, de fato, existe. Mas com relação à atmosfera, o citado cientista se referia a uma que fosse tão densa quanto, por exemplo, a de Júpiter — aliás, Júpiter parece ser, de algum modo, o centro das atenções enquanto referência em nossa pesquisa. Uma equipe liderada pela astrofísica Smadar Naoz propôs um modelo que explicaria a formação dos exoplanetas, chamados de “Júpiteres quentes”.

É que, segundo alguns estudos, cerca de 25% dos exoplanetas mantêm uma órbita retrógrada em relação ao giro de sua estrela. As teorias anteriores diziam que uma estrela binária distante poderia produzir inclinações na órbita dos Júpiteres quentes. Esse fenômeno contradizia a teoria padrão, que estabelece que um planeta deve girar sempre na mesma direção que a de sua estrela, como ocorre em nosso Sistema Solar. Em uma edição da revista Nature, cientistas da Universidade Northwestern, liderados por Smadar, no entanto, apresentaram uma fórmula que demonstra as propriedades dos Júpiteres quentes — esse tipo de exoplaneta orbitaria a uma distância 100 vezes mais próxima a sua estrela do que Júpiter. Em outras palavras, o modelo da cientista sobre Júpiteres quentes explicaria formação dos exoplanetas. É opinião deste autor que assim fechamos um ciclo de ideias absurdas, uma vez que, como já vimos, mais uma vez, “o volume de cada um e a distância a que esteja do Sol nenhuma relação necessária guardam com o grau do seu adiantamento, pois que, do contrário, Vênus deveria ser tida por mais adiantada do que a Terra e Saturno menos do que Júpiter”.

Estrelas mudam de lugar?

Segundo os cientistas ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2011, Saul Perlmutter, do Lawrence Berkeley National Laboratory e da Universidade da Califórnia, Brian Schmidt, da Universidade Nacional da Austrália, e Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins, as estrelas mudam de lugar. É fato, para a ciência, que o universo está em expansão e que com isso os astros estão se movendo cada vez mais rapidamente pelo cosmos — ou seja, segundo os físicos, a expansão do universo está ocorrendo de modo acelerado.

Há mais de uma década e meia que os vencedores do Nobel pesquisam sobre as explosões resultantes da morte das estrelas anãs. Quando uma estrela de pequena massa, como é o caso do nosso Sol ou da citada estrela HD 49674, funde naturalmente em seu centro o hidrogênio e hélio, há uma expansão que resulta em uma gigante vermelha e há o início da fundição do hélio em carbono e oxigênio. Nesse processo, a estrela lança no espaço suas camadas exteriores, formando uma nebulosa planetária. O resultado é um núcleo morto que, geralmente, possui o tamanho do planeta Terra com a mesma massa do nosso Sol. Se há uma companheira estelar, uma estrela binária, ela pode atrair o material de sua vizinha. Com o acréscimo de matéria na anã, a pressão e a densidade também aumentam. Quando há o caso de uma anã acrescentar muito material, sua temperatura se eleva até ocorrer uma explosão estelar violenta, conhecida na astronomia como supernova.

Segundo a Lei da Gravitação Universal, postulada por Isaac Newton, planetas como a Terra são atraídos em direção a astros como o Sol. Diante desta constatação, será que, em vez de apenas questões morais propostas por Emmanuel a Chico Xavier, o que também pode ter ocorrido no longínquo passado de um dos orbes de Capela tenha sido, na verdade, um êxodo determinado por uma eminente catástrofe astrofísica? Um apocalipse de proporções iguais àquelas descritas por João em seu testemunho em Patmos?

 

Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens?

Os vorazes buracos negros também são citados tanto por espiritualistas como por cientistas como forma de viagem pelo cosmos (Crédito da imagem: Arte Digital)

 

A obra O Décimo Segundo Planeta, também de Zecharia Sitchin, descreve como os anunnaki vieram à Terra, há cerca de 450 mil anos, com o objetivo, segundo o autor, de conseguirem ouro, pois precisavam de grandes quantidades desse metal precioso para proteger a vida em seu próprio planeta. De qualquer modo, seja lá qual for o real motivo de tal êxodo ou exílio, a ciência moderna já postulou como verdadeira a tese de que o universo está em expansão, baseado na Teoria do Big Bang. Isso quer dizer que, em algum momento da história da criação, as distâncias dos planetas tenham sido menores, exigindo, assim, menores quantidades de energia para locomoção.

Mas, com tantos sóis e exoplanetas orbitando zonas habitáveis espalhados pelo universo, por que os capelinos escolheriam justamente a Terra? Talvez uma das razões, pela lógica por trás da pressa dos capelinos, e fora a semelhança já amplamente conhecida entre os planetas, tenha sido justamente a pequena distância entre os dois mundos, se comparada com outros sóis e exoplanetas da Via Láctea. Como nos diz o texto, “magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra, considerando-se, desse modo, a regular distância existente entre a Capela e o nosso planeta”.

Planetas em zonas habitáveis

É simplesmente intrigante pensar que, em 1938, ou seja, praticamente seis décadas antes de os astrônomos comprovarem efetivamente a existência de exoplanetas orbitando estrelas na Constelação de Cocheiro, o brasileiro Chico Xavier tenha escrito sobre o assunto — e que ninguém da comunidade científica tenha se dado conta. Talvez nem a comunidade espírita, que o fez mais tarde, por meio do livro de Armond. Seria apenas uma questão semântica? Afinal, a palavra orbe, cunhada no livro A Caminho da Luz, é apenas outra forma de designar qualquer corpo celeste, incluindo a Terra.

Diante disso, a indagação que fazemos é a seguinte: é possível que o professor Kardec pudesse, por meio dos iluministas franceses, considerados grandes pensadores, ter tido acesso a algumas informações sobre a origem da vida nos céus ou de planetas orbitando sóis distantes. Mas como explicar o acesso de Chico Xavier a detalhes daquela suposta orbe, se as comprovações efetivas sobre as descobertas dos primeiros exoplanetas foram anunciadas somente após 1989?


Mesmo que o médium mineiro tenha inventado a história sobre o êxodo de um orbe para nós considerado longínquo, de onde foi que tirou essas ideias de orbes circulando estrelas em Cocheiro? De qual biblioteca do além, de qual livro, de qual arquivo? A existência do planeta HD 49674 b, orbitando uma estrela longínqua na Constelação do Cocheiro só foi confirmada pelos cientistas no ano de 2002. Ou era realmente óbvio para a ciência que sóis obrigatoriamente mantenham planetas circulando suas órbitas? Não. A teoria científica de que os sóis sempre guardam planetas orbitários é muito mais recente, se comparada com a primeira edição da obra de Chico Xavier.

Embora ainda não haja a confirmação de um astro orbitando a estrela HD 75898, na Constelação de Lince, há a confirmação de exoplaneta orbitando a estrela XO-2 ali mesmo, naquela mesma constelação. Há evidência, ainda sem confirmação até este ano de exoplanetas orbitando as estrelas HD 16175, HD 17092 e HD 23596 na Constelação de Perseus. Há também evidência de planetas orbitando as estrelas Épsilon Tauri, HD 37124, HD 37124 e HD 37124 na Constelação de Touro. Assim também nas estrelas HD 37605 e HD 38529A, em Órion. E nas estrelas Pollux, HD 50554 e HD 59686 em Gêmeos. Os astrônomos guardam, ainda, fortes evidências da existência de exoplanetas nas estrelas HD 40979, HD 43691 e HD 45350, ali mesmo, em Auriga.

Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens?

A brilhante astrofísica Smadar Naoz propôs um modelo que explicaria a formação dos exoplanetas chamados de “Júpiteres quentes” (Crédito da imagem: UCLA)

 

Apenas para demonstrar mais um preconceito contra a doutrina codificada do professor Kardec, sejamos cínicos. Parece que Chico Xavier era um matuto e tanto. Nascido de família humilde, como poderia ele ter tido mais tempo, e provavelmente dinheiro, investimento de recursos financeiros, para ler livros de astronomia do que para escrever seus mais de 450 cadernos manuscritos?

No final de 2011, a NASA confirmou a existência do primeiro astro que se encontra em uma determinada região que propiciaria a formação de água em estado líquido em sua superfície. Trata-se de Kepler 22 b, um exoplaneta que possui cerca de 2,4 vezes o raio da nossa Terra, mas está localizado a 600 anos-luz de distância.

Kepler 22 b leva o equivalente a 290 dias terrestres para fazer uma volta completa em seu sol, que é um pouco menor e mais frio do que o nosso. E embora o planeta seja um dos menores astros a orbitar a região de uma estrela similar ao Sol, é um mundo que se encontra em uma zona denominada habitável de seu astro e teria a possibilidade de abrigar vida. Centenas de exoplanetas vêm sendo anunciados simultaneamente como candidatos a se encontrar na chamada zona habitável. Kepler 22 b, porém, foi o primeiro a ter confirmada esta classificação.

Seria possível, afinal, que tenhamos realmente migrado de Capela, conforme nos afirmou Chico Xavier, em seu livro “A Caminho da Luz”, baseado no que teria sido ditado pelo fantasma Emmanuel?

CONTINUA NA PARTE II

 

Veja Também:

Artigos Relacionados

Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens?

Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens?

Olá, deixe seu comentário para Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens? — PARTE II

Enviando Comentário Fechar :/