Ed Flames, nesse seu primeiro romance de ficção, se propõe a mergulhar no tema e criar personagens e situações factíveis com nosso século, que nos atropela e surpreende com a rapidez que se desenvolve em todas as áreas do conhecimento, principalmente da tecnologia.
Theatro Invisível é uma banda híbrida (real + virtual) criada por mim para finalmente dar forma — com som de verdade — às músicas orgânicas que venho escrevendo e compondo desde a década de 1990.
Em salões aristocráticos do final do século XVIII, era possível compor música jogando dados e cards. Os chamados Jogos Musicais de Dados (em alemão, Musikalisches Würfelspiel) surgiram como um entretenimento lúdico e curioso, permitindo a qualquer pessoa gerar minuetes ou valsas originais sem saber nada de teoria musical.
Em um momento em que boa parte da indústria fonográfica grita “parem as máquinas” sempre que alguém fala em Inteligência Artificial (IA), uma cena nova começa a se formar: em vez de temer a tecnologia, alguns artistas estão compondo junto com ela.
É desse encontro que nasce Iara Luz, uma cantora virtual, um avatar criado 100% com IA, filha direta da tradição da música brasileira e da ousadia digital da gravadora Nhocuné Music.
Quando meu amigo de infância e parceiro musical Marcelo Roque — poeta, artista plástico e letrista de mão cheia — e eu criamos o projeto musical Nhocuné Music, a primeira coisa que fizemos foi colocar uma pergunta na nossa descrição do nosso canal lá no YouTube: “Mas, afinal, o que é o Nhocuné Music? Uma gravadora? Um selo independente? Uma banda? Uma estação de rádio? Um canal de música?”