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Onde se cruzam as teorias espíritas e científicas quanto às nossas origens? — PARTE III

Esta é Terceira parte do artigo escrito por Ednei Procópio, sobre Ufologia e Espiritualidade, originalmente publicado pela revista UFO em sua edição 239 (Outubro de 2016)

Por Ednei Procópio

CONTINUAÇÃO DA PARTE I e II

Escrito nas Estrelas

Seria possível, afinal, que tenhamos realmente migrado de Capela, conforme nos afirmou Chico Xavier, em seu livro “A Caminho da Luz”, baseado no que teria sido ditado pelo fantasma Emmanuel?

Todos nós sabemos o quanto o espírito humano é teimoso. Para que um exílio qualquer fosse compulsoriamente aceito, conforme o que foi relatadoteríamos que supor que uma catástrofe natural, ou algo proposital, devesse talvez ocorrer na região de Capela para que a ordem migratória fosse anunciada ou sentida e, aí sim, sumariamente obedecida.

Antes de se adiantar em algumas conjecturas, devemos, porém, pensar se seria possível existir um planeta extrassolar, um exoplaneta, talvez até pouco semelhante ao nosso planeta Terra, localizado em uma determinada zona de habitalidade, orbitando uma dupla de estrelas como aquele duo existente em Capela.

Somente o telescópio espacial Kepler, através de uma técnica chamada fotometria de trânsito, já detectou mais de 1.000 candidatos a exoplanetas dos quais pelo menos 500 foram captados e confirmados. Destes 500, pelo menos 80 deles seriam exoplanetas parecidos com a Terra e 5 estariam localizados em uma reunião chamada zona de habitalidade.

Ou seja, se embora, por um lado, necessitamos de mais informações conclusivas sobre a nossa teoria do exílio de Capela, por outro lado, a Ciência pelo menos já mais do que provou a existência de exoplanetas orbitando estrelas duplas. Planetas extrassolares orbitando um duo de estrelas são mais comuns do que se imaginava.

A confirmação da descoberta de planetas extrassolares orbitando duo de estrelas só foi possível graças exatamente ao telescópio especial Kleper. No início de 2012, o telescópio ajudou a confirmar a existência de dois novos planetas que orbitam duas estrelas, embora sejam exoplanetas extremamente quentes por não estarem dentro da zona de habitalidade. São eles o Kepler-34b e Kepler-35b, dois gigantes gasosos, mais ou menos do tamanho do nosso planeta Saturno, localizados na constelação de Cisne, bem aqui, na nossa Via Láctea.

O exoplaneta Kepler-34b, por exemplo, orbita suas duas estrelas a cada 289 dias, enquanto que suas duas estrelas orbitam uma a outra a cada 28 dias.

O Kepler-35b orbita uma dupla de estrelas um pouco menor que o Sol | Fonte da ilustração: Lior Taylor
O Kepler-35b orbita uma dupla de estrelas um pouco menor que o Sol | Fonte da ilustração: Lior Taylor

Já Kepler-35b, por sua vez, orbita uma dupla de estrelas um pouco menor que o nosso Sol a cada 131 dias. Sua dupla de sóis orbita um a outro a cada 21 dias.

O primeiro planeta extrassolar deste tipo, o Kepler-16b, foi descoberto por astrônomos somente em setembro de 2011, antes de haver a confirmação de apenas outros três deles.

O planeta Kepler-16b orbitando duas estrelas | Fonte da foto Nasa/Reuters
O planeta Kepler-16b orbitando duas estrelas | Fonte da foto Nasa/Reuters

Durante a apresentação da descoberta dos exoplanetas Kepler-34b e Kepler-35b, em uma reunião promovida pela Sociedade Astronômica Americana, no Texas, um cientista da Universidade Estadual de San Diego explicou que exoplanetas que orbitam um duo de sóis geralmente recebem grande variação na quantidade de energia, o que pode levar a grandes mudanças climáticas em sua superfície.

Seria como circular por todas as quatro estações várias vezes por ano, o que provoca variações enormes de temperatura”.

Será que Deus, em sua ilimitada sabedoria, permitiu que a atmosfera de um exoplaneta, em um dos orbes de Capela que guarda semelhança com a Terra, tenha sofrido uma reviravolta climática sem precedentes para justificar o exílio de seu povo? Um apocalipse, como já dito, de proporções iguais àquelas descritas por João em seu testemunho em Patmos? Se sim, onde estariam registradas tais façanhas?

E se o homem foi realmente por Deus criado, a sua imagem e semelhança, aqui mesmo na Terra, então porque muitos insistem em afirmar que viemos do céu?

É o que trataremos no segundo capítulo deste livro.

Por enquanto, para finalizar esta primeira parte, aquela confirmação da NASA, feita em 2011, sobre a descoberta de Kepler-22-b, está completamente de acordo com aquela afirmação ditada 1938 por Emmanuel aomineiro Chico Xavier sobre um orbe nas proximidades de Capela. A diferença é que, naquela época, ainda não existiam termos técnicos como “exoplaneta” e “zona habitável”. Por isso foi usado o termo “… um dos orbes de Cocheiro, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre…”.

Mas, para facilitar o entendimento, faremos uma ‘tradução’ mais adequada aos novos tempos:

Há muitos milênios, um exoplaneta localizado na zona habitável de Cocheiro, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos…

E, assim, começamos a entender como Deus, em sua infinita sabedoria, nos poupa muitas vezes do imponderável, mesmo sabendo que levamos décadas para compreendê-lo de volta.

CONTINUAÇÃO DA PARTE I e II

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