A indústria editorial contemporânea encontra-se em um ponto de inflexão crítica e irreversível no que diz respeito à acessibilidade, à transmutação de formatos e à democratização do consumo literário.
Desde os primórdios da civilização, quando os primeiros traços foram riscados na areia ou pedras foram esculpidas em formas geométricas, os jogos de tabuleiro serviram como um espelho fundamental da cognição humana. Eles não são meros passatempos; são sistemas fechados de lógica, estratégia, engano e previsão que encapsulam a complexidade da tomada de decisão humana em um ambiente controlado. É, portanto, inevitável que, na busca pela criação de uma inteligência artificial (IA) capaz de rivalizar ou superar a humana, esses mesmos tabuleiros tenham se tornado o laboratório primordial — a Drosophila melanogaster da ciência da computação.
Por mais de dois mil anos, um tesouro literário permaneceu oculto nas cavernas áridas próximas ao Mar Morto. Quando finalmente veio à luz em 1947, revelou-se como uma das mais importantes descobertas arqueológicas do século XX: os Manuscritos do Mar Morto. Estes documentos antigos não apenas transformaram nossa compreensão sobre o judaísmo do período do Segundo Templo, mas também lançaram nova luz sobre as origens do cristianismo e a evolução dos textos bíblicos.
Nos últimos anos, o mundo tem testemunhado um aumento alarmante da censura e repressão contra livros, escritores, editoras e livrarias. O que antes era visto como um fenômeno isolado, restrito a regimes autoritários, hoje se expande para democracias consolidadas, revelando uma crescente intolerância ideológica e um retrocesso no direito à livre expressão.