Minha ideia básica, com este gráfico, é simples: aplicar o conceito da Web Semântica aos eBooks. Isto quer dizer estar livres das amarras de certos hardwares, OS´s e aplicativos proprietários e com padrões fechados. O que nos permitira livros, livres, para todos. Seguros, confiáveis. Em qualquer dispositivo.
Quanto mais as plataformas móveis, os tablets e o sistema Android em especial avançam, mais a gente percebe que o mercado de eBooks no Brasil é realmente uma nuvem. Literalmente uma gigantesca e tempestuosa nuvem.
Às vezes invejo aqueles que trabalharam e respiraram o ar do Vale do Silício. Aqueles que fizeram parte da história num vale inventivo, improvável e rico em ideias. Menlo Park, Palo Alto, Silicon Valley, são para mim locais que inspiram, sempre citados nas histórias que ouço e leio quando pesquiso sobre a infância da indústria de tecnologia dos eBooks.
Os personagens consagrados de títulos infantis precisaram sair dos livros para ganharem vida décadas atrás, na TV e nos cinemas. Agora, nas próprias páginas dos livros, eles não somente se tornaram personagens animados, com voz e movimento, como convidam os leitores a interagirem de maneiras diversas enquanto a narrativa avança.
O texto a seguir é a parte V do artigo "O Livro na Era Digital" baseado na palestra que Ednei Procópio ministrou em uma edição da Quinta Literária na Associação Nacional de Escritores (ANE), Brasília; e publicado, originalmente, no livro "Quintas Literárias 2017". Editora Otimismo. Páginas 119 a 143.