O NotebookLM utiliza o modelo Gemini, que possui uma janela de contexto gigante, e já consegue processar dezenas de PDFs, ficheiros do Google Play Books e documentos extensos sem alucinar, pois baseia as suas respostas estritamente no conteúdo que lhe é fornecido. Além disso, a Google já tinha estabelecido uma parceria com a OpenStax para integrar materiais educacionais. A adição nativa da leitura de livros didáticos completos é apenas a evolução natural do sistema.
Com o advento da Inteligência Artificial, a Amazon está potencializando sua capacidade já dominante no mercado editorial e livreiro, ampliando ainda mais os riscos de canibalização desse setor.
Meu conceito de uma editora AI-First não se limita à simples adoção de assistentes de escrita, mas propõe também uma reconfiguração total da cadeia de valor, onde a inteligência artificial deixa de ser uma ferramenta acessória para se tornar o motor de processamento central de todas as etapas, desde a prospecção de ideias até a distribuição global em múltiplos formatos.
Em uma era em que a inteligência artificial (IA) está rapidamente a remodelar a forma como interagimos com a tecnologia e consumimos conteúdo, a Google aventura-se no mundo comovente da narrativa. As fronteiras entre a imaginação humana e as capacidades da IA estão a esbater-se, oferecendo novas vias para a criatividade e personalização.
Muitos editores, agentes e autores ainda encaram a inteligência artificial com desconfiança: receiam que algoritmos substituam parte da criatividade humana ou diluam a qualidade do catálogo. Essa discussão sobre como usar IA no processo de produção editorial, porém, é secundária diante de um fato mais urgente. Os grandes modelos de linguagem — GPT-4, Claude, Gemini, Mistral e afins — já 'lêem' milhões de livros publicados para construir o seu próprio conhecimento interno; em outras palavras, a IA já depende estruturalmente dos conteúdos que o setor livreiro produz.
Enquanto leitor, escritor e editor, vejo o mercado editorial imerso numa transformação profunda. No rescaldo da pandemia de Covid-19, a digitalização acelera em ritmo vertiginoso e a inteligência artificial generativa emerge como peça-chave para o futuro dos livros.