A alvorada da inteligência artificial (IA) e as novas fronteiras da arqueologia digital estão orquestrando uma ressurreição literária sem precedentes. Máquinas projetadas no século XXI estão decifrando tanto as cinzas de Herculano quanto o barro fragmentado da antiga Mesopotâmia, provando que a tecnologia mais futurista da nossa era encontrou a sua vocação mais poética: atuar como intérprete dos mortos.
A Epopeia de Gilgamesh é um dos textos mais antigos e enigmáticos da humanidade, datando de mais de 4.000 anos atrás. Este poema épico, composto originalmente em língua suméria e posteriormente traduzido para o acádio, narra as aventuras do rei Gilgamesh de Uruk e...