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A descentralização das bibliotecas digitais

O controle processual de uma biblioteca digital, até para manter sua sustentabilidade, deve ser feito de modo prático, descentralizado, com capacidade operacional plena

A descentralização das bibliotecas digitais

Por Ednei Procópio

Para que o projeto de uma Biblioteca Digital Escolar, como a que estamos idelizando em uma série de artigos neste site, não esbarre em corporativismos e burocracias, uma vez que a biblioteca digital pode star vinculada a setores públicos, precisamos criar mecanismos que criem uma independência necessária.

Nos casos em que o projeto da biblioteca digital esteja abaixo do poder público, até para manter sua sustentabilidade, creio que seu controle processual deva ser feito de modo prático, descentralizado, com capacidade operacional plena.

Já existe hoje uma diversidade de programas governamentais, como é o caso do Programa Nacional Biblioteca da Escola [PNBE], Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Prossionais da Educação [Fundeb], Plano de Ações Articuladas [PAR], etc., que podem se tornar referências básicas na busca por parceria dentro do setor público.

Mas é possível levantar patrocínio através da iniciativa privada, que também podem nos ajudar a enriquecer o nosso acervo sem precisarmos necessariamente ficar atrelados à supervisão ou controle que burocratize o projeto e torne os livros digitais tão inacessíveis quanto são hoje os livros impressos nas bibliotecas físicas em geral.

E quando digo inacessíveis me refiro ao fato de que parte dos seus acervos públicos, embora estejam inteiramente a disposição da população, de um modo geral, ainda sim esses acervos estão longe do ideal de um compartilhamento social viável.

Independente da mantenedora do projeto, e vencido qualquer cenário burocrático neste sentido, há casos, e não é raro, em que o arquivo do livro, por conta de restrições contratuais e ou técnicas, não se encontrará ‘fisicamente’ dentro de nosso repositório central. Neste caso específico, nossa biblioteca poderia recorrer [se for o caso] a tecnologia de metadados.

Tecnicamente, precisaríamos estabelecer um padrão, de preferência aberto [um exemplo é a Onix for Books, mas, no Brasil, se usa geralmente o protocolo Marc 21] para os dados completos sobre o livro. Criamos com isso uma rica indexação de obras com o objetivo único e final de levar o nosso usuário até os livros, independente de onde os arquivos estejam disponíveis.

Com o uso da tecnologia de metadados, os dados sobre os livros, nossa biblioteca pode oferecer aos usuários comodidade na busca por títulos, assuntos, temas, escritores, coleções, e uma infinidade de palavras-chave que poderão direcioná-los até a estante mais próxima. O usuário poderá enfim encontrar o conteúdo que busca, mesmo que o material esteja longe do nosso próprio acervo.

Conforme dito nos artigos anteriores que compoem esse projeto, o servidor de nossa biblioteca pode ser construído em cloud computing [computação em nuvem], o mais importante, porém, é que os recursos, do que estamos chamando concentualmente de Library Content Server, devam permitir que os objetos digitais armazenados possam ser acessados prioritariamente via web browsers [navegadores] a qualquer momento, a partir de qualquer dispositivo móvel.

Um sistema das salas de leitura não deve restringir ou obrigar o usuário/leitor/aluno à instalação de nenhum aplicativo, componente ou plug-in em seu reading device [dispositivo de leitura]. O ideal é que os recursos de leitura e conteúdo estejam disponíveis dentro da própria solução e ambiente virtual de acesso. Os aplicativos, neste cenário, podem existir desde que não criem nenhum tipo de interferência [dependência] no acesso aos livros. Embora muitos aplicativos ajudem na exploração e experiência, muitos acabam criando muros maiores que os das bibliotecas físicas, difíceis de serem transpassados.

O front-end do sistema Library Content Server [ou seja, a interface final com o usuário — responsável pela montagem de cada estante, sala de leitura ou páginas dos livros] deve ser baseado no conceito de acessibilidade total. Isto quer dizer, na prática, não só que os objetos digitais possam ser acessados e livremente lidos através principalmente dos navegadores que permitam o acesso à internet, mas que a rotina que permite a leitura deva obedecer à regras básicas de conformidade com entidades como a World Web Consortium [W3C] e do consórcio International Digital Publishing Forum [IDPF].

O mais importante, no entanto, é que o front-end da nossa biblioteca digital deve ‘rodar’ em qualquer navegador através de hardwares de leitura como desktops, notebooks, laptops, netbooks, ultrabooks, tablets, smartphones, e-readers e até nas lousas digitais. O sistema deve permitir, enfim, o acesso e a leitura de arquivos nos formatos já amplamente utilizados pelos provedores de conteúdo, como PDF, Daisy, HTML5 e, claro, ePub.

Leia os artigos publicados anteriormente:

 

 

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Ednei Procópio é Escritor e Editor especialista em livros digitais.

 

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